MERCADORES DA TRADIÇÃO: os usos da tradição nas quadrilhas juninas do Ceará

  • Hayeska Costa Barroso

Resumo

O objetivo do presente artigo é compreender a dinâmica da organização dos grupos de quadrilhas juninas cearenses, de modo a apreender especificamente: sua organização interna, os conflitos entre a tradição e a modernidade, o papel dos festivais competitivos nessa dinâmica, o olhar dos diversos sujeitos envolvidos na trama do cenário quadrilheiro sobre suas atuais configurações, bem como os conflitos e contradições próprios a essa realidade social. Para tanto, um caso particular foi delimitado para a análise: a Quadrilha Arraiá do Zé Testinha, na cidade de Fortaleza-Ceará. A Zé Testinha se auto-identifica como uma quadrilha junina tradicional, dando ênfase a um discurso que visa fortalecer uma oposição entre tradição e modernidade. Dentre os inúmeros elementos auto-intitulados tradicionais, destaca-se o cangaço como temática permanente adotada pela quadrilha. É possível verificar que o grupo procura elaborar símbolos de distinção frente às demais quadrilhas juninas, com o objetivo não de representar um passado remoto, arcaico-tradicionalizante, mas de destacar-se diferenciadamente num cenário em que se observa certa tendência à homogeneização.Palavras-chave: Tradição. Modernidade. Quadrilha Junina. Cultura Popular.

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Publicado
01-06-2016
Como Citar
Costa Barroso, H. (2016). MERCADORES DA TRADIÇÃO: os usos da tradição nas quadrilhas juninas do Ceará. Revista Políticas Públicas & Cidades - 2359-1552, 3. Recuperado de http://periodico.revistappc.com/RPPC/article/view/21