Revista Políticas Públicas & Cidades - 2359-1552

Políticas Públicas & Cidades é uma revista científica que tem por objetivo publicar trabalhos da área de Urbanismo. Fundada em 2014 incluiu a partir do v. 4 o URBANISMO e o PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL como as áreas principais da revista. A Revista tem sido editada por pós-graduandos em arquitetura e urbanismo sem vínculo institucional. 

Chamada para Dossiê "Tendências recentes de Urbanização no Nordeste brasileiro"

Notícias

 

CHAMADA SOBRE AMAZÔNIA

 

Prez@dos autores, o processo de avaliação “duplo-cegas” não foi finalizado. Cada autor será notificado com o resultado da avaliação. 

Att.,

Wesley Medeiros

 

 
Publicado: 2017-07-17
 

QUALIS - B2 E B3

 

A primeira avaliação da CAPES atribuiu QUALIS B3 na área de Planejamento Urbano e Regional e B2 na área interdisciplinar. 

Outras áreas podem se consultadas no link: qualis.capes.gov.br

 
Publicado: 2017-04-23
 

Chamada de Trabalhos – v.5, n2, 2017

 

Processos Contemporâneos de Urbanização do bioma amazônico

Editor convidado: José Aldemir de Oliveira (UFAM)

O estudo de cidades é uma longa tradição na academia brasileira. Tanto nas áreas de planejamento, arquitetura e geografia quanto nas demais ciências sociais. Apesar destes esforços ainda há lacunas em termos teóricos e metodológicos para se compreender a relação entre o processo contemporâneo de urbanização, a diversidade de cidades, os projetos de desenvolvimento e a conservação dos recursos naturais no bioma amazônico. Com a consolidação dos programas de pós-graduação nas universidades na Amazônia, em especial na área de geografia, mudou-se a forma com a qual se estuda e compreende as cidades. Muito progresso foi feito e a análise das cidades e do urbano no bioma deixou a escala regional para entrar na escala da cidade e das redes urbanas. Por outro lado é necessário compreender as interfaces e os processos da urbanização nos países amazônicos daí a necessidade de se ampliar a discussão para pesquisadores de outros países.

Esse esforço teórico e metodológico para se compreender as cidades e o urbano a partir do olhar “interno” e não na escala do regional, com rápidas visitas a campo ou somente com dados secundários coletados nos bancos de dados disponíveis, fomentou novas leituras e entendimentos sobre o tema. Pode-se dizer que teve início a formação de um pensamento geográfico sobre o processo de urbanização e a diversidade de cidades localizadas no bioma.

Claramente estes estudos apontam para uma diversidade de cidades. Cidades médias e sua inserção na complexa dinâmica do agronegócio como Santarém e Marabá, no estado do Pará, cidades da fronteira como Tabatinga e Benjamin Constant no Amazonas e temas como o uso dos recursos naturais e a economia regional, habitação nas cidades médias e pequenas, relações intrinsecas com as rodovias e com o sistema hidrológico, segregação socioespacial, saúde, turismo, cultura urbana e demais temas clássicos dos estudos urbanos. Neste conjunto de estudos percebe-se um esforço de construção teórica e metodológica visando compreender a realidade urbana na Amazônia e relaciona-lá com os processos de urbanização na escala nacional.

 Neste sentido, este volume da Revista Políticas Públicas & Cidades abre o debate acerca da produção do conhecimento sobre a cidade e o urbano no bioma amazônico, compreensão dos processos em curso, as lacunas ainda existentes e as possibilidades para o estudos e pesquisas. Convidamos pesquisadores  para submeterem trabalhos que apresentem aspectos teóricos e metodológicos inovadores no campo dos estudos urbanos e que discutam como o processo contemporâneo de urbanização na Pan-Amazônia permite compreender o processo mais amplo de urbanização no Brasil e na América do Sul.

Encoraja-se a submissão de trabalhos que investiguem essas relações e que se enquadrem em uma das seguintes categorias:

i) Trabalhos de natureza empírica, que forneçam evidências que suportem ou contradigam hipóteses formuladas sobre o tema;

ii) Trabalhos de natureza empírica, que forneçam evidências que suportem ou contradigam hipóteses formuladas sobre o tema;

iii) Ensaios teóricos, sem a obrigatoriedade de resultados empíricos, desde que tragam novos entendimentos sobre questões relevantes e permitam fazer avançar o conhecimento sobre o tema;

iv) Revisões sistemáticas de literatura construídas segundo uma metodologia clara e exaustiva na abrangência dos resultados já produzidos pela literatura nacional e internacional, discutindo-os e situando-os em relação ao campo do conhecimento.

Calendário proposto:

Data de submissão: 16 de abril

Avaliação pelos editores: 16 a 23 de abril 

Envio aos avaliadores: 25 a 30 de abril

Retorno dos avaliadores: 15 de junho 

Envio dos pareceres aos autores: 02 a 09 de julho

Retorno dos autores: 30 de julho

Processo editorial para publicação: 01 a 06 de agosto

Publicação: 31 de agosto 

Informações: revistappc@gmail.com

Autores devem:

i) seguir as normas de submissão da revista na página SOBRE

Att.,

José Aldemir de Oliveira - editor convidado

Wesley Medeiros - editor-chefe 

 
Publicado: 2017-01-24
 

CHAMADA DE TRABALHOS (v. 05, n.1, 2017)

 

Tendências recentes de Ubanização no Nordeste brasileiro

A Comissão Editorial da Revista Políticas & Cidades e o editor deste número (v. 5, n. 1, 2017) convidam pesquisadores a submeter trabalhos para composição do dossiê.

Editor convidado: Prof. Jan Bitoun (Geografia – UFPE)

Submissão: foi alterado de 06/02/2017 para 23 de fevereiro de 2017

Para tratar da urbanização, no âmbito regional, precisa ultrapassar os limites das cidades. Concorda-se com Brenner (2014, p.16) que na contemporaneidade “a diferença espacial já não assume a forma de uma divisão entre o urbano e o rural, mas se articula mediante uma explosão de padrões e potenciais de desenvolvimento dentro de um tecido de urbanização mundial que se engrossa (mesmo que de uma maneira desigual). ”

Na Região Nordeste, onde a população rural é muito importante e apresenta elevados índices de pobreza (também presentes nos quadros urbanos) em ambientes variados (diversas feições do Semiárido, Cerrados, Mata de Cocais, Litoral, Áreas de plantation de cana-de-açúcar e de cacau) o estudo das tendências recentes de urbanização remete a diversos padrões e potenciais de desenvolvimento, seja pela via da expansão do agronegócio seja pela via do fortalecimento da agricultura familiar. Constata-se então que a urbanização:

“(...) assumirá significados distintos, se em sua incidência sobre o mundo rural reforçar um ou outro desses projetos: a imposição, em nome da modernização da agricultura, dos padrões dominantes de trabalho, produção e consumo, que reitera a grande propriedade como o modelo ideal de empresa rural ou, inversamente, a implantação de uma modernização rural, pela qual os habitantes do campo tenham assegurado o acesso aos bens e serviços socialmente necessários e possam participar como protagonistas da gestão desse mesmo acesso” (WANDERLEY; FAVARETO, 2013, p. 441).

Desde os anos 90, Tânia Bacelar de Araújo, explicou no texto Nordeste, Nordestes: Que Nordestes? (2000) que se buscou “avançar na percepção das diferenciações existentes dentro da própria região Nordeste, destacando-se os novos subespaços dinâmicos, as diferentes trajetórias estaduais e metropolitanas, e os focos de resistência a mudanças.”

Cabe então aos estudiosos das tendências da urbanização e das cidades na região, proponentes de artigos, identificar em diversos escalas da rede urbana[1] quais foram as tendências de transformação dessas cidades (seja em estudo de uma cidade, seja em estudo de um conjunto de cidades) considerando uma ou várias dessas mudanças recentes que, além de expandirem os limites das cidades fortalecerem suas articulações com espaços regionais e rurais:

- Nos padrões migratórios e de deslocamentos pendulares que, respectivamente, apontam para o crescimento das migrações no âmbito da própria região, ocorrendo também em algumas partes a atração de pessoas qualificadas de fora da região, e para a constituição de aglomerações urbanas, inclusive fora das áreas metropolitanas. (FUSCO, OJIMA, 2014).

- Nos padrões de consumo e de acesso a bens e serviços (entre esses destacam-se os serviços de ensino e saúde); na primeira década do século XXI, houve aumento da renda sob o efeito da elevação do salário mínimo e das transferências sociais e empreendimentos comerciais e de serviços implantaram-se em cidades fortalecendo suas centralidades em relação ás suas respectivas regiões.

- Na produção imobiliária para habitação, destacando-se os segmentos de produção informal, de produção empresarial e de produção estatal (com a generalização do programa Minha Casa Minha Vida) gerando novos padrões de segregação espacial e de necessidade de mobilidade; destaca-se também a importância da produção de empreendimentos imobiliários de segundas residências e de turismo e lazer nos arredores das cidades.

- Na implantação de novos empreendimentos industriais, agroindustriais, canteiros de obras públicas e exploração mineral, na oferta de novos postos de trabalho e na estrutura econômica e de poder de cidades impactadas por esses empreendimentos.

Considerando essas tendências de transformação das cidades, aponta-se com Fernandes (In BITOUN, J.; MIRANDA, L. 2008) que, pensar o urbano na sua dimensão regional significa compreender a cidade como um fator de distribuição de infraestruturas, serviços públicos, qualidade de vida e oportunidades para a população no território.

Seria interessante, nesse contexto regional que aponta para generalização do movimento de urbanização, que os artigos registrem inovações, quando existirem, sejam elas oriundas de entidades da sociedade civil ou de políticas públicas, tratando:

- Das possibilidades da participação no planejamento e na gestão urbanos, tanto no que se refere aos instrumentos normativos, tais como os Planos Diretores e Leis de Uso e Ocupação do Solo, como em programas e projetos, inclusive de edificações e infraestruturas envolvendo engenharia e arquitetura adaptadas às características da demanda.

-  Das possibilidades de redução das desigualdades e ampliação de oportunidades para os segmentos historicamente desprovidos de poderes no ambiente político local, destacando-se, entre outras oportunidades decorrentes da diversidade cultural, da promoção de empreendimentos e de ações afirmativas.

- Das iniciativas relacionadas à conservação do ambiente físico-natural sobre o qual está assentado a cidade, especialmente os recursos hídricos, além das políticas de redução de riscos no âmbito de espaços urbanos expandidos.

 

Referências

ARAUJO, T. B. Nordeste, Nordestes: que Nordeste? In: Ensaios sobre o desenvolvimento brasileiro: heranças e urgências. Rio de Janeiro: Revan: Observatório das Metrópoles, 2000.

BITOUN, J.; MIRANDA, L. Desenvolvimento e cidades no Brasil: Contribuição para o Debate sobre as Políticas Territoriais. Recife: Observatório das Metrópoles, FASE, 2008.

BRENNER, N. Teses sobre a urbanização. E-metropolis, n.19, ano 5, dez., 2014, p.6-26.

FUSCO, Wilson; OJIMA, Ricardo (Orgs.). Migrações Nordestinas no Século 21 um panorama recente. Ed. Blucher: São Paulo, 2014.

IBGE. Diretoria de Geociências. Coordenação de Geografia. Regiões de influência das cidades 2007. Rio de Janeiro, IBGE, 2008.

IBGE. Diretoria de Geociências, Coordenação de Geografia. Divisão Urbano Regional 2010. Rio de Janeiro, IBGE, 2013.

WANDERLEY, M. N. B.; FAVARETO, A. A singularidade do rural brasileiro: implicações para as tipologias territoriais e a elaboração de políticas públicas. In MIRANDA, C., SILVA, H. (Orgs.). Concepções da ruralidade contemporânea: as singularidades brasileiras. Brasília: IICA, 2013. (Série Desenvolvimento Rural Sustentável; v.21), p. 413-472.



[1] Segundo a terminologia adotada pelo IBGE na publicação Regiões de Influência das Cidades 2007 – REGIC (IBGE, 2008): centros locais, centros de zona, centros sub-regionais, capitais regionais e metrópoles; e, segundo a terminologia adotada pelo IBGE na publicação Divisão Urbano Regional 2010 (IBGE, 2013): Centros de Regiões de Articulação Imediata, Centros de Regiões de Articulação Intermediária e Centros de Regiões de Articulação Ampliada.

DIRETRIZES PARA SUBMISSÃO: http://periodico.revistappc.com/index.php/RPPC/about/submissions#authorGuidelines

Atenciosamente,

 Jan Bitoun (Geografia - UFPE) Editor Convidado

 Wesley Medeiros - Editor responsável pela PP&C

 
Publicado: 2016-08-19
 
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