Oficina Zooming: o movimento como prática de diagnóstico e projeto no espaço urbano

Larissa Barcellos Campos, Giovani Bonadiman Goltara, Eneida Maria Souza Mendonça

Resumo


As experiências metodológicas realizadas pelos situacionistas e outros movimentos artístico/literários de vanguarda do século XX, como a deriva, baseada na psicogeografia, demonstram a potencialidade da caminhada como prática de apreensão urbana. Este artigo visa avaliar as teorias apresentadas como um conjunto de exercícios possível de ser utilizado no ensino e na prática do urbanismo, principalmente na fase inicial de diagnóstico urbano, com efeitos sobre o projeto a ser desenvolvido em seguida. Por meio da experiência denominada Oficina Zooming, com prática de deriva, e na sequente elaboração narrativas cartográficas, foi possível traçar diretrizes projetuais para uma área de estudo, incidindo na interpretação do espaço individualmente e coletivamente a partir da sobreposição das experiências dos percursos urbanos. A metodologia trabalhada é capaz de ser aplicada a estudos urbanos com foco no planejamento, auxiliando uma compreensão do espaço de forma engajada e mais próxima à realidade do cotidiano das cidades. 


Referências


ÀCOCA. Página do Grupo Àcoca [blog da internet]. Viagem psicogeográfica pelos bairros de Lisboa. Lisboa, 2015. In grupoacoca.blogspot.com.br (acessado em 18 de abril de 2016).

BESSE, J. M. O gosto do mundo: exercícios de paisagem. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2014.

CARERI, F. Walkscapes: o caminhar como prática estética. São Paulo: Editora G. Gili, 2013.

DEBORD, G.E. Introdução a uma crítica da geografia urbana. Les lévres nues nº6, set. 1955. In: Apologia da deriva: escritos situacionistas sobre a cidade. JACQUES, P. B.(org.). Tradução Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.

______. Relatório sobre a construção de situações e sobre as condições de organização e de ação da tendência situacionista internacional. Texto de fundação da Internacional Situacionista, Cosio d'Arroscia, jul. 1957. In: Apologia da deriva: escritos situacionistas sobre a cidade. JACQUES, P. B.(org.). Tradução Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.

______. Teoria da Deriva. IS n°2, dez. 1958. In: Apologia da deriva: escritos situacionistas sobre a cidade. JACQUES, P. B.(org.). Tradução Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.

______. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997 [1967].

ESPÍNDULA, L. Perdas, ganhos e permanências na paisagem da Enseada do Suá, Vitória - ES. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Artes. Vitória: 2012.

ESTEVES, M. Jr. Psicogeografia e Situlogia: Premissas e alternativas experimentais. In Projeto do lugar: Colaboração entre psicologia, arquitetura e urbanismo, DEL RIO, V. et al (orgs.). Rio de Janeiro: Contra Capa / PROARQ, 2002.

FREITAS, J.F.B. Aterros e decisões políticas no município de Vitória: efeito cascata. In: Anais do Seminário de História da Cidade e do Urbanismo, vol. 8, n. 4: 2012.

INTERNACIONAL SITUACIONISTA. Definições. IS n°1, jun. 1958. In: Apologia da deriva: escritos situacionistas sobre a cidade. JACQUES, P. B.(org.). Tradução Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.

______. O Urbanismo Unitário no fim dos anos 1950. IS n°3, dez. 1959. In: Apologia da deriva: escritos situacionistas sobre a cidade. JACQUES, P. B.(org.). Tradução Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.

LEIRIAS, A. G. Novas cartografias on line, arte contemporânea e outras geografias. Revista Geograficidade, v.2, Número Especial, p.115-133, primavera 2012.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2018 Revista Políticas Públicas & Cidades - 2359-1552

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

POLÍTICAS PÚBLICAS & CIDADES ESTÁ INDEXADA NAS SEGUINTES BASES CIENTÍFICAS E DE DADOS